Num país como o nosso, em que a coerência
não é um forte, os contrastes chegam a ser tão gritantes, que vale a menção dos mais
comuns .E, estes, tão comuns, que não os percebemos. São eles:
-O governo federal instituiu o programa toda
criança na escola, lembra? O do Pelé? Ao mesmo tempo, foi cortada a verba estadual para
a pré-escola e a federal para o ensino dos excepcionais. Será que estas crianças, que
não fazem propaganda, não merecem escola?
-Fizeram uma CPI para o deputado Sérgio Naya,
que não deu em nada por falta de provas. Deixaram o cara ir para o exterior, curtir numa
boa, enquanto os coitados que ele lesou estão na miséria.
-Um monte de gente sem casa, invadiu umas
terras construiu uns barracos e tomaram conta do lugar. Um juiz deu uma liminar para que
eles ficassem. Tem um outro monte de gente, aplaudindo o juiz. Mas, há bem pouco tempo,
essas coisas eram vergonhosas. A gente, trabalhava, juntava um dinheirinho... comprava um
lote e ia construindo aos poucos... Hoje, o chique é ser sem casa, sem teto, sem alguma
coisa. Até o governador de Minas, resolveu aderir a moda.. é um sem dinheiro, sem
crédito, sem repasse das verbas. Mas, gasta mais de um milhão com uma festa de protesto
em Ouro Preto.
-Lá em Brasília, alguns políticos
"honestíssimos", estão recebendo, auxilio moradia. Detalhe, todos possuem casa
própria em Brasília mesmo. Já pensou se a moda pega? Os filhos vão cobrar dos pais, o
auxilio cama... o auxilio lanche... e por aí vai. Afinal, no planalto CENTRAL DO BRASIL,
A VIDA É BELA..
Meu espanto maior, não é na política, é no
cotidiano.
Alimentos diet, são em menos quantidade e
são mais caros. As pessoas mais gordas, sempre estão ou vão fazer regime. As pessoas
magras estão sempre achando que estão com gordurinhas sobrando. Tudo isso, enquanto há
um lugar na Bahia que as pessoas estão comendo ratos, por não ter o que comer. A
última, aconteceu comigo, um pivete, chegou a pegar a correntinha do meu pescoço, e eu
assustada, levei a mão, num reflexo impensado, depois quis dar a correntinha a ele, e ele
não quis, saiu todo prosa gritando: não peguei por que não quis!! E, todos ficaram me
olhando no ponto de ônibus, como se eu fosse a criminosa...
E, aí, num país de tantos santos e dias
santos que tal a gente beatificar a incoerência e fazer logo um feriado? Na segunda, é
claro. Afinal, a gente tenta ser coerente, né? (he..he..he)
ALESSANDRA
SANTOS LIMA NASCIMENTO