"Mudança
no tempo
Não faz o relógio parar
E aquele que dorme ao relento
Vem a chuva o molhar
Corre as águas, desce a calçada
Leva o barco de papel
Feito por páginas amassadas
De um jornal que caiu do céu
E a tenda dos mistérios noturnos
Cobre o céu como algodão queimado
Homens que vagam taciturnos
Estavam com os rostos molhados
Corpo cheio de águas
Na vida de muitas vidas: encanto!
Pela manhã o sol secou
As flores do campo
O sol secou o sonho que alguém sonhou
Um pequeno jornal que tornou-se
amplo no enlace
Para aquele que se molhou na chuva
Ter onde hoje deitar-se"
Francisca
Elisângela Lima(FEL)