| Diários de Primas
Como é sozinha a linha não rimada
Por outra linha lá no fim da estrofe ...
A letra corre e de tristeza sofre
Ao ver-se solta e tão desapoiada ...
É como fêmea sem macho valente
Uma palavra que não vê seu eco.
É como a planta em território seco,
É como a ave que não vê semente.
Se num poema não existem rimas,
Não é um poema, apenas uma carta,
Como os diários dessas jovens primas
Com letras-flores de beleza farta,
Mas faltam ecos, melodias, climas ...
Falta o sair do estado de lagarta.
Silvia Schmidt
*Humancat*
(dir.aut.reserv.)
©1999 |