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POESIAS |
| SAUDADE Doce ilusão és tu, saudade amiga Que faz lembrar um bem que já passou; Faz reviver ternura tão antiga, Faz recordar quem foi e não voltou. És muita má, querendo repassar Todas as dores; quem veio e quem deixou Em nossa vida um rastro a demonstrar Que o riso veio, brilhou e se apagou. Mas não pranteies, não chores, oh saudade. Não te consumas, pois és a companheira Da alma triste, cheia de bondade; Da pomba nobre, livre e altaneira. Pois quem na vida não viveu momentos De amor, ventura ou de felicidade, Jamais terá um sonho entre tormentos, Jamais sentiu, nem sentirá saudade.
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