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POESIAS |
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"ADEUS" DE TERESA A vez primeira que eu fitei Teresa, Como as plantas que arrasta a correnteza, A valsa nos levou nos giros seus... E amamos juntos... E depois na sala "Adeus" eu disse-lhe a tremer co'a fala... E ela, corando, murmurou-me: "adeus". Uma noite... entreabriu-se um reposteiro... E da alcova saía um cavaleiro Inda beijando uma mulher sem véus... Era eu... Era a pálida Teresa! "Adeus" lhe disse conservando-a presa... E ela entre beijos murmurou-me: "adeus!" Passaram tempos... sec'los de delírio Prazeres divinais... gozos do Empíreo... ... Mas um dia volvi aos lares meus. Partindo eu disse - "Voltarei ! ... descansa ! ..." Ela, chorando mais que uma criança, Ela em soluços murmurou-me: "adeus! " Quando voltei ... era o palácio em festa! ... E a voz d'Ela e de um homem lá na orquestra Preenchiam de amor o azul dos céus. Entrei! ... Ela me olhou branca... surpresa! Foi a última vez que eu vi Teresa! ... E ela arquejando murmurou-me: "adeus! "
Colaboração : Fernando Tanajura Menezes |