Expressões & Letras

POESIAS

 

AOS MEUS FILHOS


Quando eu morrer, se for cremado,
lancem minhas cinzas
ao léu, num vôo de liberdade

e como poeira fertilizante
sobre a terra caia. Porque assim:
Serei ESPERANÇA
na relva que nasce
Serei BONDADE
na sombra que abriga
Serei  CARINHO
na brisa que afaga.
Serei SAUDADE
na árvore que tomba
Serei  VIDA
no grão que alimenta.
Serei LÁGRIMA
no orvalho que se desfaz.
Serei LUZ,CALOR
na labareda que aquece e ilumina.
Serei AMOR
na ternura da flor que desabrocha
Serei ALEGRIA
na festiva alvorada da madrugada.
E no contraste da vida do morto vivo
Estarei presente
na PERVERSIDADE dos espinhos que enfeitam os   cactos
e na INGRATIDÃO dos que protegem as rosas.
Estarei presente na MALÍCIA
disfarçada da urtiga
e na MALDADE agressiva
 do carrapicho.
Estarei presente no ORGULHO
do ipê florado
e no EGOÍSMO do mandacaru
sem sombra.
Enfim, meus filhos:
No sussurro do vento,
Na folha que cai...
A qualquer momento
Encontrarás teu pai

Luís Jucá Arrais Maia

Contribuição de Maria da Penha M. Fernandes

Fortaleza,03/04/1999
Veja em : http://www.secrel.com.br/jpoesia/1mural.html

 

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